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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

VOCÊ É OU NÃO UM TRITICÓLICO ? (Consumidor Compulsivo do Trigo) – Gordura Visceral: Perigo à Vista...



Jesus!  O verdadeiro Pão da Vida
                        Deijone do Vale


Como você define obesidade?

Olhando desesperadamente para as dobras de sua pele?

Isto depende da relação individual de gordura e músculos, pois você pode ser gordo ou magro com o mesmo peso.

Geralmente para mensurar o sobrepeso ou a obesidade, usa-se o IMC (Índice de Massa Corpórea ou Corporal), onde se divide o peso corporal (em Kg), pelo quadrado da altura (em metros), caso você pese 63,5 (Kg) e meça 1,68 (m): IMC: 22,5, ou seja, normal, já um IMC acima de 30 poderá ser rotulado como obeso e se este índice vai de 40 ou mais, a definição clínica é de obesidade mórbida, mas não podemos esquecer que a quantidade de gordura corporal modifica com a idade.

Na atualidade a obesidade é um tormento para milhões de pessoas ao redor do mundo, e o acúmulo de gordura abdominal tem roubado a vida de muita gente.

A ciência ainda não conseguiu fazer a saúde ser contagiosa, no entanto mudanças de hábitos no estilo de vida, pode fazer uma grande diferença na qualidade de vida.

É verdade, somos humanos e teimosos, mas  qualidade de vida é um espelho que reflete hábitos adequados ou não ao longo da vida, e é bom lembrar que prevenção não tem idade.

A maioria dos  indivíduos, só começam a se preocupar com a saúde a partir do momento da evidência de sintomas desagradáveis.

O ideal é a prevenção, uma grande aliada para manter saudável, enquanto se envelhece.

Controlar o peso corporal, o nível de glicemia, a pressão arterial e o colesterol, são coadjuvantes que reduzem a probabilidade do aparecimento de doenças.

Se você se parece comigo e com uma parcela significativa da população, deve gostar do cheiro do pão fresco e quentinho, com uma camada generosa de manteiga ou geléia escorrendo pelas beiradas.

É irresistível para você? ... Tenho más notícias... mas, antes vamos dar uma espiada na história do trigo e sua trajetória, que se confunde com a própria história da humanidade, e que tem um papel de relevância na economia mundial.

O trigo começou a ser cultivado no Oriente Médio, especificamente na Mesopotâmia, numa região conhecida por Crescente Fértil, uma área que vai do Egito ao Iraque.

O seu cultivo espalhou-se pelo mundo através dos europeus, chegando às Américas, e ao Brasil  por volta de 1531.

Dizem os historiadores que a “invenção” do pão foi dos egípcios, mais ou menos no ano 4000 a.C. e seu status, vai muito além de alimento, é basicamente um símbolo religioso, representando o Corpo de Cristo na Eucaristia da Igreja Católica Apostólica Romana, na Santa Ceia Cristã e na Páscoa Judaica (pão ázimo sem fermento).

Temos notícias de que a Associação de Celíacos (doença celíaca) italianos, batalharam para que as hóstias fossem feitas de arroz, mas não obtiveram permissão, apenas redução para um teor baixíssimo de glúten, já os judeus ao consumir o matzá (pão ázimo), no festival judaico Pessach, permite a sua substituição por fécula de batata, pois a lei judaica sustenta que a saúde de ninguém deverá ser colocada em risco para cumprir um mandamento.

E o pão nosso de cada dia? Será que o trigo produzido atualmente é o mesmo de séculos atrás?

Certamente a resposta é negativa.

Segundo o médico norte americano, cardiologista e pesquisador, William Davis, em seu livro, Barriga de Trigo, afirma o quanto esse trigo modificado geneticamente tem ocasionado prejuízos à saúde de quem o consome.

O glúten é o “Fantasma da Ópera” que vem assombrando, estimulando nosso apetite e expondo nosso admirável cérebro, às exorfinas (receptores  opióides), que nos viciam em consumir os produtos do trigo e de seus derivados.

Acredito que mudanças genéticas dos grãos de trigo, possam realmente provocar distúrbios em nossa saúde, agravar outros e diminuir a qualidade de vida.

O que tenho visto e percebido ao longo dos anos, sobre obesidade e comilança, me reforça a crença, contida no consumo de carboidratos dos grãos de trigo, que estimulam a produção e armazenamento de gordura visceral, que atua como um depósito de triglicerídeos, um caminho que certamente conduzirá ao diabetes.

Faça você uma experiência de deixar de comer trigo e seus derivados por um mês, e depois tire suas próprias conclusões.

As deliciosas rosquinhas, tortas, bolos, bolachas, pavês, croissants, deflagram grandes picos glicêmicos na corrente sanguínea (glicação), e leva ao acúmulo de gordura visceral, olhe para a barriga de um bebedor de cerveja.

Os efeitos do trigo quando chegam ao cérebro na forma de peptídeos opioides, nos faz desejar comermos mais e mais.

Quanto mais você come, mais quer comer.

Conhece o famoso Foie Gras? (patê de fígado de ganso, uma iguaria da gastronomia francesa), o fígado dos gansos  que  foram alimentados com carboidratos dos grãos de trigo, crescem até 12 vezes o seu tamanho, podendo chegar a 2 kilogramas, eu diria uma verdadeira hepatomegalia (fígado inchado).
Literalmente "pagando o pato" com uma "esteatose" forçada.


Quando você retira o trigo de sua alimentação, seu peso diminui rapidinho e aquele pneuzinho horripilante em torno do abdômen, simplesmente, some.

Existem pessoas que tem uma resposta imunológica disfuncional para o glúten do trigo, e quando esta resposta é ativada pelo consumo, ela ataca e agride os órgãos, geralmente acionados pela predisposição genética e pela exposição ao glúten do trigo, e aí é uma Via Cruzes de doenças desencadeadas, principalmente as autoimunes como o Lúpus Eritematoso Sistêmico, asma, doença celíaca, doença de Crohn e até doenças neurológicas com perda do equilíbrio, da coordenação motora (Ataxia cerebelar), neuropatia periférica (perda do controle muscular das pernas), entre outras.

A comunidade científica decidiu: “Trigo é um alimento saudável” e pronto, acabou!  só que o trigo de hoje não é mais o mesmo, e assim instala-se um círculo vicioso: É! Não é! É! Não é! É! Não é...

As pessoas que conheço e são triticólicos (consumidores compulsivos por trigo e seus derivados), são obesos, barrigudos com uma cintura de gordura visceral, capaz de fazer inveja a um campeão de Sumô.

Não é fácil abrir mão de um pão francês, pão preto, italiano, integral, multi-grãos, waffles, crepes, cereais matinais, macarrão e zilhões de outras delícias trigais, não é? mas, faça sua própria experiência, e quem sabe a sua neuropatia periférica melhora.

Comer é muito prazeroso, mas temos outras opções gostosas, vai depender de sua criatividade, disciplina, vontade de manter ou restaurar sua saúde. O que você prefere? Dizem que alguns peixes morrem pela boca.

Se você retirar o trigo e tiver alívio de seus sintomas, por exemplo, aquele gosto amargo na boca, provocado pelo refluxo gastroesofágico, quando o ácido do estômago volta para o esôfago, ou uma melhora na absorção do cálcio em seus ossos e não uma terrível osteoporose ou a temível aterosclerose, ativada pelo poder extraordinário do trigo daquela pizza que eleva a sua taxa de glicose no sangue, fazendo com que você envelheça mais rapidamente.

Você sabia que nem sempre a idade biológica anda de mãozinhas dadas com a idade cronológica?

O glúten corrói a saúde de seus ossos, atuando como um feroz inimigo, acionando o sistema de liberação de interleucinas e citosinas que vão atuar na desmielinização de seus ossos, causando a osteopenia (desmielinização leve) ou a desmielinização grave (osteoporose).

Pense bem, você quer perder o controle sobre o seu equilíbrio e coordenação motora, através de um ataque direto às suas células nervosas?

As espetaculares células de Purkinje, só que elas não se regeneram, e uma vez destruídas, bye...bye.. e a comunidade científica continua afirmando: “ o trigo faz bem para a saúde”.  Adianta retrucar que o trigo de hoje não é mais o de antes?

É você que deverá descobrir, viu?

A doença celíaca é de difícil diagnóstico e comumente a sua descoberta é quase ao acaso, quando se realiza endoscopia por suspeita de úlcera duodenal ou refluxo gastroesofágico, ou mesmo nas investigações para as deficiências de cálcio, ácido fólico, vitamina B12 e quadro de anemia, sendo estas alterações comuns na doença celíaca.

A doença celíaca é causada pela intolerância ao glúten (uma proteína encontrada no trigo, cevada, centeio e derivados) e que provoca má absorção dos nutrientes dos alimentos, dos sais minerais, água e vitaminas pelo organismo.

A doença celíaca provoca sintomas como diarréia, distensão abdominal, irritabilidade, falta de apetite, prisão de ventre, sintomas neurológicas, desconforto abdominal, dores musculares, fadiga crônica, dispepsia, dermatites, alterações hepáticas, e sendo uma doença autoimune, dispara reações imunológicas no intestino delgado, causando um processo inflamatório crônico.

E sabe qual é o tratamento?

Fechar a boca para o trigo, parar imediatamente de comer trigo e alimentos que contenham glúten, manter uma dieta restritiva definitiva e que exige disciplina férrea, pois uma grande maioria dos alimentos industrializados contém glúten.

É lógico que as pessoas que desenvolvem a doença celíaca tem predisposição genética através do gene HLA DQ2 ou HLA DQ8, e estresse emocional é um fator de risco para desencadear os sintomas, então a estratégia é manter a dieta isenta de glúten e provavelmente as lesões no intestino delgado iram se curar e haverá redução de anticorpos.

Outras doenças dermatológicas como a doença de Duhring – Brocq, a dermatite hipertiforme, uma patologia cutânea crônica benigna que apresenta sintomas de queimadura e coceira intensa, úlceras na genitália e boca, com sintomas psicóticos em função do envolvimento neurológico, causando artrite e fadiga crônica, erupções, caimbras intestinais, diarréia, desnutrição, lesões avermelhadas nos joelhos, cotovelos, nuca, costas, nádegas, couro cabeludo, borda dos cabelos, é uma verdadeira variante da doença celíaca, devido a intolerância radical ao glúten segundo os pesquisadores.

A psoríase (artrite psoríatica), vitiligo  e outras doenças pápulo-descamativas, são doenças dermatológicas que prejudicam seus portadores, do ponto de vista emocional, social, o que não deveria acontecer se houvesse mudança na dieta e disposição para experimentar novas possibilidades alimentares.

Quem faz jejum sabe muito bem que a água é a principal opção, mas se você não for viciado em glúten (trigo), o seu jejum será mais fácil, você não ficará com aquele mau humor terrível ao ponto de apresentar uma fúria indomável.

Cadê o remédio viciante: Glúten!

Depois do jejum você pode comer uma macarronada? NÃO!

Coma abobrinha fatiada, refogada com queijo em fatias grossas, tomates secos, azeite extra-virgem e manjericão fresco.

Vai aí uma salada de maçã verde com casca, cortada em cubos, cenoura ralada crua, gotas de limão siciliano, azeite de oliva e um punhado de nozes. Gostou?

Talvez você goste de pepinos gelados, (corte e deixe no gelo até o momento de servir, para ficar crocante) cortados em tacos, cubos de melão doce, salsão fatiado, folhinhas de hortelã fresca, iogurte integral e azeite.

Sugiro um peito de frango grelhado com molho de laranja e maracujá, ou um peixe grelhado com molho de gengibre, engrossado com caldo de mandioca cozida e alho poró no azeite.

Não sou agricultora e nem nutricionista, mas como psicóloga,  o que tenho visto e experimentado, me faz crer, que muitas doenças, poderiam ser evitadas ou ter seus sintomas reduzidos, se houvesse disponibilidade para uma mudança radical na alimentação.

Não sei se são os transgênicos, as hibridizações, as manipulações do código genético dos grãos de trigo, é que tem contribuído para tantos agravos na saúde, mas é algo que não podemos ignorar.

E o que dizer dos agrotóxicos? dos conservantes?  estabilizantes? espessantes? acidulantes?  corantes?  emulsificantes?  flavorizantes?

O que sei é que estou experimentando viver sem glúten e vou muito bem, obrigada!

Somos o que comemos, sempre!



Deijone do Vale
Neuropsicóloga