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domingo, 28 de setembro de 2014

Ampliando o Olhar sobre a Esquizofrenia “Diante de um Espelho Partido”



“O doente recusava-se a urinar, com medo de provocar um dilúvio.”
Sorano, 93 – 138 dC

Como poderemos separar o normal do patológico, considerando a personalidade do indivíduo?

Caráter?  Temperamento?  Comportamento, ações e atitudes?

Muito subjetivo, não é?  mas quando adentramos o mundo psicológico, neurológico e psiquiátrico, poderemos vislumbrar as conexões entre mente X cérebro, alma X espírito, e aí navegaremos em um universo quantitativo e qualitativo de sintomatologia multifacetadas e produzidas por uma disfunção específica que altera, transforma, modifica, escancara ou mascara  a realidade.

Anatomia? Fisiologia? Nada é excludente nesse processo, inclusive o ambiente, o contexto onde se desenvolve a cena, real e ou irreal, onde fantasia e realidade se fundem num painel que se mostra surpreendente em sua ruptura, e recepção dos processos neuronais, em regiões específicas que produzirão episódios psicóticos, como é o caso da esquizofrenia.

Essa doença intrigante e que vem acompanhada de prejuízos cognitivos, neurofisiológicos, funcionais, neuroquímicos e estruturais.

Fico imaginando, o que adormecido estava no genoma humano, e como foi despertado...  a ativação desses genes, que certamente possuem falhas específicas, que contribuem no surgimento da esquizofrenia.

Uma doença que consiste em um ataque profundo à afetividade, à volição, com manifestações de distúrbios intelectuais, impulsividade, agressividade e estereotipias amaneiradas.

Esse termo “Esquizofrenia” refere-se a uma “mente dividida”, sendo a interceptação do pensamento o sinal ou fator patognomônico da esquizofrenia, e um indescritível comprometimento na expressão dos afetos, pois aquilo que os chocava anteriormente, agora é motivo de divertimento e atitudes paradoxais e absurdas.

Isto não significa que o processo patológico destrua a afetividade, mas desestrutura sua exteriorização, organização e funcionalidade, resultando em uma antipatia ao comércio com o mundo, aparecendo sentimentos de indiferença e ou hostilidade, traduzida por manifestações verbais e motoras, ambivalentes e negativistas.

Podemos falar de um tripé sintomático, onde se manifestam os distúrbios: rigidez afetiva, ambivalência na representação mental dos sentimentos e autismo ou fuga pela interiorização, acompanhada de alucinações e processos delirantes, caracterizando assim, uma psicose manifesta através da tragédia emocional que se esconde ou se apresenta na conduta explícita.

Difícil não se especular em psicologia, no entanto, podemos verificar um contato empobrecido e desadaptado à realidade, isto é notório, quando observamos que existe uma redução ou exagero nos aspectos emocionais e afetivos, é como se houvesse uma perplexidade diante da vida, uma sensibilidade a fatos insignificantes, geradores de desconfiança e uma verdadeira transmutação em seus julgamentos, crenças e juízos.

A perda do contato vital com a realidade, característico da instalação de um processo de despersonalização, como no caso de risos imotivados, gestos e tiques extravagantes, maneirismos e estereotipias desconcertantes, indicadores da desagregação mental.

É comum encontrarmos condutas bizarras e excêntricas, sendo possível observarmos os suicídios sem desespero, fugas inexplicáveis e homicídios sem sentimentos de culpa ou remorso, oscilando entre agitação, puerilidade saltitante ou uma extrema anestesia e estupor nos gestos e ações delirantes.

Na psicopatologia esquizofrênica, as alterações do pensamento assumem um critério mágico, característico da mentalidade infantil, onde se nota a disfunção mental no conteúdo e na elaboração do pensamento, o que afeta notavelmente a sua expressão, sendo difícil entender o sentido da linguagem esquizofrênica, devido à falta de espontaneidade e excessiva rigidez no diálogo.

O pensamento esquizofrênico é extravagante e fragmentado, recheado de ideias delirantes, cuja temática gira em torno de ocorrências cósmicas, metafísicas, religiosas, místicas e eróticas, predominando complôs, e ideias persecutórias de conteúdo político ou sexual.

Preocupações descabidas evidenciam uma escassa racionalidade de suas criações ilógicas, revestidas de um caráter absurdo em termos de argumentação e autocrítica.

Observa-se um desacordo entre as ideias delirantes e o comportamento, por exemplo, acredita que desejam envenená-lo através da comida, no entanto come despreocupadamente sua refeição, ou diz ser uma famosa autoridade de outro país, enquanto se abaixa para apanhar no lixo um toco de cigarro.

Predominam distúrbios senso-perceptivo, sendo as alucinações mais psíquicas que sensorial, é como se fosse um estado onírico constante, onde o indivíduo se sente incapaz de fazer uma distinção clara entre sonho, fantasia e a realidade ambiental.

É comum a ocorrência de pseudo percepções auditivas e visuais, são mais raras as alucinações olfativas e gustativas, já as pseudo percepções motoras, ocorrem em uma parcela significativa da esquizofrenia catatônica (imobilidade ou agitação, ou seja, distúrbios psicomotores, tipo hipercinesia ou estupor, passível de posições estranhas, numa espécie de rigidez de cera) e muitos afirmam levitar, voar e realizar movimentos independentes de sua vontade.

Quanto às alucinações viscerais ou cinestésicas, comumente ocorrem na área genital, onde sentem manipulados em seus órgãos e delirantemente obrigados a relações sexuais anormais ou não, com seres que às vezes não conseguem identificar.

A linguagem esquizofrênica apresenta-se em alguns casos, misteriosa e obscura, outras vezes existe um tom pedante e rebuscado, indo da fala monossilábica à logorréia interminável ou mutismo encapsulado, este diferente da afasia, pois o paciente de repente resolve responder a uma pergunta ou interromper o seu silêncio.

Enfim, a linguagem é afetada por maneirismos, gestos ritualísticos, grunhidos de caráter individualizado e estranhos, indo do discurso incompreensível ao monólogo autista, com um colorido artificial e excêntrico, sendo muito comum o uso de neologismo e estereotipias verbais (verbigeração: repetição de frases ou palavras, por longos períodos), especialmente na forma catatônica.

Quando analisamos os desenhos de pacientes portadores de esquizofrenia, verificamos uma riqueza de simbolismos e um estilo repetitivo de temas geométricos, que lembra o cubismo, com elementos desagregados pela justaposição arbitrária das partes, evidenciando o caráter mórbido da rigidez esquizofrênica.

No plano afetivo, verifica-se uma anestesia dos afetos, ou seja, uma dificuldade na expressão de suas emoções, sendo impenetrável evidenciarmos as causas da discordância entre sentimentos e ações, o que caracteriza a ambivalência (quer e não quer) e finalmente uma interiorização que o leva ao isolamento, indiferença, hostilidade, como se desconhecessem os  valores ético-morais, e assim adentram o mundo da marginalidade através de condutas criminosas.

Os pacientes esquizofrênicos de modo geral apresentam as extremidades frias, aquela mão desenergizada ao toque, dedos cianosados, coração com bradicardia, hipotensão, sialorréia (secreção excessiva de saliva) e profundas alterações endócrino-metabólicas.

A esquizofrenia acomete 1% da população mundial, sendo raro seu aparecimento antes dos 10 anos de idade ou após os 50 anos.

Ainda não podemos falar em cura, mas em melhoria dos sintomas, e em reabilitação, pois o tratamento visa reduzir e controlar sintomas com recidivas de novos surtos psicóticos.

Esta doença atinge todas as classes sociais e grupos humanos, mas é possível o tratamento, com acompanhamento médico-medicamentoso e abordagens terapêuticas de intervenção, como a psicoterapia, a terapia ocupacional, a intervenção familiar e psico educacional.

É uma doença que fragmenta a estrutura básica dos processos do pensamento, dificultando a distinção entre o que é parte do mundo interno e das experiências externas.

Importante se faz realizar um diagnóstico diferencial devido etiologia multifatorial, sendo necessário a exclusão de outras doenças ou condições que poderiam produzir sintomas psicóticos parecidos com a esquizofrenia, como tumores cerebrais, alterações  metabólicas, epilepsia e abuso de drogas.

A família é fundamental para um bom tratamento, reabilitação e reinserção social, esta deve se preparar, informar-se sobre recaídas e oferecer suporte através do reforço positivo, afeto e interesse.

Ficamos por aqui, e nesse momento me recordo da comunidade científica que tiveram como representantes magistrais, dois homens formidáveis: o inglês, Isaac Newton e o alemão, Albert Einstein e que foram rotulados por parecerem carregar uma “tendência esquizofrênica”, no entanto, proporcionaram para a humanidade as duas principais contribuições da física moderna: (Leis da Gravidade e a Teoria da Relatividade), tudo graças à genialidade e originalidade de suas mentes.



Deijone do Vale
Neuropsicóloga

domingo, 7 de setembro de 2014

QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO: Integridade...



“E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera.”
Gênesis 2:3

Vamos caminhar juntos e realizar uma reflexão sobre integridade pessoal, quando verdadeiramente adequamos nossas palavras, ações e estilo de vida à realidade.

Nesta caminhada poderemos cruzar belas campinas e também penhascos tenebrosos, e quem sabe encontrar o nexo causal entre saúde/doença, trabalho e qualidade de vida.

Saúde e qualidade de vida,  caminham de mãos dadas, e segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o termo qualidade de vida, refere-se a um conjunto de percepções individuais da vida, nos diversos contextos e sistemas (cultura, metas, expectativas, padrões de comportamento, preocupações) e que possibilita a singularidade e bem estar do organismo.

A palavra de ordem fica por conta da promoção e prevenção da saúde, através das mudanças no estilo de vida, novas formas de enfrentamento das adversidades, melhoria das relações interpessoais no ambiente de trabalho, na família, no social, no emocional e espiritual.

Falar em qualidade de vida é falar também em “Gestão do Tempo”. 

Os gregos possuem duas palavras para tempo: 

Chronos e Kairós.

Chronos tem tudo a ver com horários, atrasos, atividades, prazos e duração de eventos.

Kairós  confronta-nos com valores e qualidade em seu uso.

Quantas pessoas chegam alegremente ao trabalho e sinceramente cumprimenta o outro com um festivo, bom dia!

Quantas pessoas são capazes de organizar o seu dia a dia sem se queixarem ao término, que não conseguiram “fazer nada”?

Qualidade de vida é uma expressão que transcende o próprio conceito, é enxergar com amplitude o cenário/ambiente com uma visão que identifica a escala de prioridades, previne desperdício e o retrabalho.

É uma visão prescrutadora, que percebe as tonalidades das cores, onde as nuances estão misturadas e nem sempre claras ao primeiro olhar.

Temos que dar um norte/direção ao que expressamos através das palavras, gestos, atitudes e buscar perceber o sentido daquilo que ouvimos ou lemos.

É como o posicionamento de um soldado, em sentido de continência, com um olhar assertivo, certeiro, investigador e objetivo.

É exatamente neste contexto que entra a Ética, esta palavrinha tão utilizada, tão banalizada e pouco compreendida, pois rebatemos, burlamos e negligenciamos as normas de conduta moralmente aceitas, e socialmente definidas, numa distinção clara entre o certo e o errado, com base na universalidade do reconhecimento da conduta pública a qual todos devem se sujeitar.

Mas vem aí, outra palavrinha espetacular: Moral, que representa princípios e regras de foro íntimo, daquilo que introjetamos através do aprendizado, do conhecimento e pré-conceituamos.

Vejamos as seguintes proposições:

- Sicrano chega sempre atrasado.
- Beltrano é relapso com seus deveres.

Pergunto: Como eu gostaria de ser tratado, caso encontrasse na mesma situação?

Com empatia, você responde de pronto, ou algo parecido com aquela conversa: “Aos amigos tudo, para os inimigos, os rigores da lei”.

Não estamos falando em encobrir ou acobertar tais erros, mas dar e receber feedback, não é tarefa fácil. 

E se o feedback é dado de forma rude e indelicada ou de maneira educada e solidária, o impacto será diferente, pois toda ação corresponde e produz um tipo de reação.

Isto me recorda o jovem padre, meu professor de Psicologia Social, que ao ver-me pelos corredores da Universidade em um grupinho tagarelando, enquanto a aula acontecia, me olhou nos olhos, e falou: 

“Deijone! se os cedros do Líbano estão assim, o que será dos pinheirinhos?”... que lição, ele me deu! me valorizou, mesmo eu estando errada, até hoje suas palavras tem um efeito extraordinário sobre minhas fraquezas... Cedro do Líbano...

Tornamo-nos qualificados, mas será que temos qualidade realmente?

Somos administradores de Empresas, mas às vezes não conseguimos gerenciar a nossa própria vida.

Conhecemos técnicas e mais técnicas de relações interpessoais, mas não dialogamos com o nosso filho rebelde e muito menos com o subordinado, ou mesmo com o nosso amado.

Tudo é rápido, breve e fugaz: dormimos tarde e acordamos muito cedo, fazemos refeições ligeiras e dialogamos pouco, isso porque o mundo gira e então tenho que correr.

Como está a sua respiração? Ofegante?

Qual o ritmo de seu coração?

Sou limitado em...

Meu maior potencial é...

Qual é o meu conflito interno hoje?

O que você está pensando nesse exato momento? Esse pensamento reflete o que você armazena em seu cérebro.

Você tem valor?

O que possui? Muito conhecimento, bens materiais, solidão, família, tristeza, bom humor?

Como vai a sua saúde física, mental e espiritual?

Você consegue ficar pelo menos um dia sem celular?

Dois dias sem ver TV?

Três dias sem trabalhar?

Quatro dias cuidando de seu tio acamado?

Cinco dias de férias no Hawai?

Seis dias rachando lenha ou quebrando pedras?

Sete dias sem tomar banho?

Estas perguntam te estressaram?

As organizações estão lidando com indivíduos altamente estressados, as pessoas correm contra o tempo Chronos e ainda não conseguem concluir suas tarefas.

Não se adaptam às mudanças, seja aos novos processos ou tecnologia a ser implantada em sua área de trabalho.

É crise em cima de crise, devido estímulos estressores do dia a dia: chefe mal humorado, colega invejoso, mudanças e novas estratégias, fofoqueiros de plantão 24 horas e rádio pião: “é... dizem que vão transferir a fulana de tal, para aquele departamento em que todos os funcionários têm Síndrome de Dinossauro... acho que agora ela pede demissão”...

Dores de cabeça, pressão alta, dores nas costas e pescoço enrijecido, fadiga excessiva, boca seca, taquicardia, todo um conjunto de reações fisiológicas, o organismo está em estado de alerta: alterações emocionais e comportamentais, desde agressividade até falta de cooperação.

Esta somatória de desajustes produz um ambiente hostil, absenteísmo, afastamentos médico, acidentes de trabalho, rotatividade, baixa produtividade e conflitos interpessoais de toda ordem.

Vamos chamar o Super Man?

Não é necessário! É preciso ter atitude, principalmente nas relações humanas, realizar atividades físicas, técnicas de relaxamento e aprender a dizer: Não, com amor e educação e principalmente ter integridade.

Qual é o seu lazer?

O seu sono é reparador?

Tem uma alimentação balanceada para suas reais necessidades?

Está se medicando com o seu médico assistente?
Ah! Está iniciando uma psicoterapia para ajudar no enfrentamento daquilo que te incomoda.

Deseja ser feliz?

Ser feliz é uma decisão entre o nosso comportamento e o estilo de vida adotado.

Bem-estar é subjetivo, portanto, pare de se comparar com os outros, cuide de seu trabalho, isso pode te deixar bem feliz, sabia?

O que precisamos mesmo é ter sabedoria para fazer escolhas felizes e uma das escolhas felizes que conheço, é fazer alguém feliz.
Faça alguém feliz, logo que terminar de ler este artigo.

Stress demais mina nossa energia e tensões repetitivas vão se estendendo através das sinapses e aciona comandos que interagem no organismo como um todo, expandindo e desencadeando desgaste físico e mental.

Imagine a seguinte situação: 
Beltraninha está trabalhando atendendo e telefonando para clientes numa média de 40 clientes/dia.

Deve verificar o cadastro do cliente, e caso necessário, atualizar dados como: endereço, telefone, e-mail e CEP.

Planeja sua rotina e inicia seu trabalho, levando o seu cérebro a desempenhar as funções, a princípio com alguma dificuldade, até que consiga realizá-la na sequência correta.

Ao atender o 13º cliente, já está a todo vapor no desenvolvimento de suas funções, mas de repente sua mente antecipa as ações, e começa a derrubar as fichas cadastrais, o que é atribuído ao cansaço.

Isso ocorre porque existe uma antecipação do cérebro de Beltraninha, no processamento e execução das tarefas, gerando tensão entre o sistema motor e o centro cognitivo, um conflito entre o SNC (Sistema Nervoso Central) e SNP (Sistema Nervoso Periférico), devido ao esforço repetitivo e fadiga.

Por isso, é necessário realizar pausas durante o trabalho, senão estes curtos circuitos vão deteriorando com o passar do tempo, falindo órgãos, com o desgaste progressivo e estafante das ações mecânicas ou quase robotizadas realizadas em série. 

Beltraninha, deve se distrair aleatoriamente, olhando a paisagem, modificando ou invertendo a maneira de realizar seu trabalho de forma criativa e inovadora.

Tenha interação com os colegas de maneira humana e não mecânica, tome um copo de água, coma uma fruta ou uma castanha, dê uma pequena pausa, levante-se e estique o corpo.

Algum incômodo, dor ou doença?

Deveríamos questionar o que essa doença quer nos dizer.

O que é necessário saber ou aprender?

O que posso melhorar em meu estilo de vida?

Esta doença está apontando o dedo para minha dimensão emocional e espiritual?

A verdade é que simbolicamente a doença é uma expressão de nossa alma (mente, vontade e emoções).

Amplie a sua consciência para a sua saúde, ouvindo os sinais em seu corpo, suas atitudes e afetos, que nos faz um convite irrecusável para o cuidado consigo mesmo.

Tire férias. Algumas pessoas tem medo de tirar férias e “perder o espaço”, mas só perdemos, por omissão ou negligência nas responsabilidades assumidas.

O nosso corpo e mente necessita de repouso, estar em família, comer à mesa juntos, amar e ser amado, acolher e ser acolhido e principalmente ficar um tempo fora do ambiente de trabalho.

Pode ficar tranquilo, saía de férias e mesmo que morra a organização sobrevive sem você, viu?

É bom amarmos o nosso trabalho, mas a vida vai além, que tal saltar de para- quedas, mergulhar e olhar os peixinhos, escalar montanhas, pedalar e correr, mesmo que apenas 100 metros diários, e não se esqueça de monitorar os batimentos cardíacos.

Você também pode contemplar a natureza: chuva, lua, vento, estrelas, sol, o universo está aí em toda a sua plenitude, ainda...

Descanso é condição “sine qua non” para a qualidade de vida no trabalho e ajuda a recompor a energia do nosso organismo.

Estamos vivenciando uma exaustão coletiva, basta olhar para o lado e veremos dedos frenéticos teclando celulares, computadores e tudo que se tem direito na tecnologia de ponta.

Logicamente, tecnologia é algo bom, mas ficar o tempo todo com os ouvidos antenados ao menor toque do celular e muitas horas no virtual, em detrimento do olho no olho, da boa e velha conversa cara a cara, tem alguma coisa muito errada.

Virou “vício virtual”, e quando algum celular emite seu toque, é bastante engraçado aquela multidão, procurando desesperadamente, o seu celular, sem perceber que é o toque do celular alheio, esse tipo de comportamento paralisa e engessa as relações interpessoais, tornando-as mecânicas e condicionadas.

Seja inteiro e fique em sua totalidade para se relacionar com outro humano, respeitando limites, mesmo em um mundo globalizado e aparentemente sem fronteiras.

Tenha clareza naquilo que exprime, seja transparente em seus contatos interpessoais, nunca faça fofoca sobre acontecimentos da vida pessoal alheia, procure colaborar e interagir com a sua equipe de trabalho, comunicando-se face a face, cumprindo suas tarefas com boa vontade e prazer. 

Limpe suas gavetas, jogue fora o que for inútil e desnecessário, assim também faça o mesmo com os pensamentos que povoam sua mente, mantenha-a focada em pensamentos edificantes, descarte pensamentos desanimadores, limitantes e destrutivos.

Você precisa de descanso, é um mandamento, ouviu?

Agora, se você não admite que nada, é melhor do que o seu trabalho, tire férias imediatamente, você é um chato de galochas vermelhas.

Lembre-se, você é responsável por seu corpo e sua saúde, desperte para o novo, para uma virada de 360º , faça uma mudança em seu estilo de vida, afinal o ponto de partida para uma ação, depende de você.
Abra a janela e veja o horizonte, ele é o limite para a relação: Eu e Tu...

Nunca se esqueça, você é um Cedro do Líbano!

Veja o link abaixo da ministração da palestra no dia 04 de setembro no Instituto Federal Goiano:  

Comissão de Saúde do Servidor realiza primeira ação no câmpus






Fotos do Evento realizado na UFG – Reitoria do Campus Samambaia – Goiânia -  no dia 28/08/2014

Palestra: STRESS E DEPRESSÃO (Deijone)






Deijone do Vale
Neuropsicóloga