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segunda-feira, 16 de junho de 2014

SÍNDROME DE BURNOUT: O tendão de Aquiles dos Workaholics




Deus é o alicerce sob o qual a minha perfeição é construída.
Deijone do Vale



Você já se sentiu totalmente desenergizado para o trabalho?

Qual é a sua motivação para desempenhar suas atividades no exercício profissional?

O quê? Queria ser Bombeiro?... mas é Controlador de Vôo?

O seu trabalho exige resultados inatingíveis e metas imbatíveis?

Encontra-se em um momento crítico de grande desajuste emocional e de frustração no ambiente de trabalho?

Existe um desequilíbrio entre o profissional e o pessoal?

Qual é o seu grau de expectativa e gratificação pelo que faz?

Alto demais, não é? Muita responsabilidade? Está sobrecarregado?

Encontra-se no limite da exaustão? Perdeu o interesse pela vida diária, esta se tornou insípida?

Esta vivenciando uma incapacidade para lidar com as demandas de sua profissão?

Somos vulneráveis, todos! Temos nosso tendão de Aquiles, como na mitologia grega, o grande guerreiro Aquiles, vencedor de muitas batalhas na Guerra de Tróia, filho de Tétis, deusa grega do mar, que desejava a imortalidade do filho, mergulhando-o nas águas do rio Estige, exceto no calcanhar, ponto este onde a sua mãe o segurou.

Aquiles morreu na Guerra de Tróia, quando uma flecha trespassou o seu ponto vulnerável, o calcanhar.

E você, qual é o seu tendão de Aquiles?

Você é muito competitivo?

Vive tendo problemas de relacionamentos?

É o chefe? O colega de trabalho ou de profissão? Os clientes? A família? Sua personalidade? 

Falta de autonomia para decidir? Pressão externa e ou interna?

Sem liberdade para fazer escolhas? Pessimista e irônico?

Exigente ao extremo? Doses cavalares de perfeccionismo? Horas extras constantes?

Queixas físicas: mal estar generalizado, dores de cabeça, tonturas, dores cervical, lombar, tensão muscular entre outras?

Sente-se injustiçado profissionalmente? O seu quociente de entusiasmo está em baixa?

Parece uma caldeira borbulhante, prestes a explodir ou implodir?

Vive para o trabalho e morre por ele também?

Bem, um verdadeiro Workaholic? Com uma obsessão pela auto -afirmação no trabalho, assim como um exagero na dedicação e na auto- suficiência?

Suas necessidades básicas como comer, dormir, lazer, estar com a família, são negligenciadas e consideradas como desperdício de tempo, tudo em prol do desempenho profissional, inclusive a autoestima?

Se você se identificou nestas questões, é um sério candidato a ganhar um nível elevado de estresse e esgotamento profissional e quem sabe de quebra, até um diagnóstico bem sombrio: a Síndrome de Burnout...

Um dos fatores determinantes para disparar o gatilho da Síndrome de Burnout, seria uma insatisfação incomensurável aliada a um nível elevado de frustração e exaustão na relação indivíduo/trabalho + trabalho/indivíduo = Suscetibilidade à Síndrome (Exaustão emocional + Física + Despersonalização + Frustração + Estresse elevado), um círculo vicioso no qual se ciranda descontroladamente. 

Aos poucos se instala um processo de isolamento e vazio existencial que culmina com o colapso físico e mental para exercer suas atividades laborais.

As profissões mais propensas à Síndrome de Burnout são basicamente aquelas que envolvem relações interpessoais intensas e alta performance, principalmente profissionais da área da saúde (enfermeiros, médicos, psicólogos, técnicos), professores, jornalistas, músicos, bombeiros, policiais, bancários, padres, pastores e artistas em geral.

É notório que o portador da síndrome vai se despersonalizando e apresentando sintomas patológicos variáveis, uma vez que a sua estrutura psiconeuro-endócrina e imunológica está comprometida pela exaustão e conflitos, potencializando uma extrema fragilidade sistêmica do organismo.

Instala-se um quadro clínico totalmente disfuncional, uma espécie de depressão relacionada ao trabalho, com alterações cognitivas (atenção, concentração e memória), comportamentais e neuropsicológicas.

Dependendo do grau de Burnout, é possível perceber evidências de uma correlação relevante entre as exigências laborais e alto nível de estresse ocupacional, principalmente relacionado à etiologia, até porque os profissionais mais comprometidos, também são os mais vulneráveis à síndrome.

A não gratificação de seus esforços e investimentos é desproporcional, gerando uma insatisfação crescente que leva o indivíduo ao esgotamento, fracasso e impotência, resultando na falência de sua saúde.

É possível que os sintomas graves levem à incapacidade do exercício profissional, gerando absenteísmo, licenças para tratamento e até o envolvimento com drogadição, alcoolismo, acidentes e suicídio.

A melhor medida é ainda a prevenção, através de atividades físicas regulares, intervalos de descanso suficiente para a retomada em tarefas e demandas desgastantes, no sentido da recuperação do esforço empreendido, o qual ocasionou a fadiga e exaustão.

Vale dizer o quanto é importante buscar ajuda especializada, intervenção terapêutica precoce, conscientização das ocorrências que o predispõe ao adoecer e na ruptura da tênue linha que separa a saúde da doença.

A psicoterapia é um dos pilares para sustentar a busca pela modificação do comportamento e um processo de fortalecimento psicológico na aquisição de novas possibilidades de enfrentamento.

O trabalho move o mundo, mas conflitos aliados à má qualidade das relações interpessoais dentro das organizações ou no exercício profissional tem adoecido uma parcela significativa de trabalhadores, comprometendo o desempenho e a qualidade de vida, com impacto negativo para toda a sociedade.

Não permita que o mundo do trabalho, dos negócios, ameace a sua saúde e bem-estar, procure também ajuda espiritual que nos ensina que basta a cada dia o seu mal. Reflita sobre isso.

Cultive e exercite sua paciência, ela nos fala de controle emocional e domínio próprio, tenha consciência das coisas que o irrita e administre com mansidão seus impulsos de agressividade e ansiedade.

Não fique tentando mudar os outros, mas você pode modificar, então? Respire fundo, ouça o ritmo de seu coração, mantenha a calma e o bom ânimo.

E que tal caminhar por aí... encontre uma nova paisagem, descubra as belezas ocultas aos olhos, você vai se surpreender.

Tenha um memorial de coisas agradáveis construídas ao longo de sua existência e demonstre gratidão pela vida.

Quais são as suas lembranças mais queridas?

Como foi o seu dia hoje? Anote aquilo que te agradou ou entristeceu, identifique os tipos de pensamentos que povoam o seu extraordinário cérebro.

Cadê o sorriso? Sorria para você e de você mesmo.

Você consegue ouvir o seu mundo interno?

Ouça também as pessoas sem apriori, julgamentos, defesas ou argumentos pré-concebidos, e antes de responder, pondere, seja mais amoroso e generoso.

Não tome decisões por impulso, raiva, durma antes, reflita e escolha na medida certa que sempre terá a medida da sua capacidade de esperar e de seu senso de humor.

Cuidado com a adrenalina em excesso, estamos vivenciando uma Copa do Mundo, e você não vai querer se infartar, não é mesmo?

Como vai a P. A. (Pressão Arterial)?

Mantenha sua pressão sob controle, lembrando sempre que bebidas com álcool, café demais, aumenta a pressão arterial e acelera os batimentos cardíacos, o que poderá contribuir para complicações cardio- vasculares e respiratórias. 

Aproveite os jogos da Copa para se divertir e torcer por sua Nação, afinal o futebol é uma situação de confraternização e descontração, mas se você apresenta níveis de ansiedade elevada e descontrole em relação à competitividade, deixe de assistir os jogos, é melhor descansar, dormir, ler, orar, cantar ou realizar algo prazeroso e que mantenha sua serenidade.

A vida é tecida pelas escolhas realizadas ao longo do percurso, e como argumentou a empresária americana, Mary Kay: “Existem três tipos de pessoas neste mundo: as que fazem as coisas acontecerem, as que observam as coisas acontecerem, e as que perguntam o que aconteceu”.

Aprimore os seus conhecimentos sobre você, lapide suas competências, reforce seus valores essenciais e adote para sempre boas maneiras, modere os excessos e compartilhe seus conhecimentos.

É o momento de multiplicar o seu talento.


Deijone do Vale
Neuropsicóloga

Um comentário:

  1. Oi,Deijone!
    Quantas perguntas!...Comecei lendo e respondendo a mim mesma,de repente a leitura me fez perceber que estou otima e muito bem centralizada no meu trabalho, meio social e pessoal.
    Fiz uma busca da minha atividade profissional.saude e relaçoes interpessoais.
    Me sinto motivada,capacitada e energizada.
    Gostei do texto! E acredito que no momento estou interessada e de bem com a vida,o mesmo pode não ocorrer com outros leitores,mas a importancia de fazermos uma avaliaçao do nivel de Stress,saude,social e trabalho de vez em quando e muito bom!
    Adorei!!
    Sandra M Reges-Psicotoga Clinica

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