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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

STRESS: Um Blecaute em minha Vida...



“Somos mesmos semelhantes, mas com algumas diferenças, e estas pequenas diferenças, fazem uma grande 
diferença”.
Deijone do Vale



Você é humano? Bem, então quero te dizer que você está envolvido em uma tremenda de uma guerra, e ela acontece a cada momento dentro de nós e à nossa volta.

É uma guerra de poder, de domínio e de oposição a tudo que é bom e justo. Incrível, não? 

Algum momento você se sentiu envolvido por forças internas gigantescas que impactou sua vida?

Batalhas internas e externas são travadas continuamente em nosso espírito e em nossa mente.

Diariamente enfrentamos situações que afetam nossa realidade visível e invisível.

Você acredita em forças espirituais? No sobrenatural?

É uma realidade que os olhos humanos acham difícil de encarar.

Olhe à sua volta, veja o seu aqui e agora: o que tem visto?

Almas feridas? Mentes perturbadas? Emoções em descontrole? Vontades sem limites ou apáticas? 

Violência de toda ordem?  Abusos de drogas?  Assassinatos? Suicídios?  Relações humanas destroçadas?

Que vida é essa? E ouvimos frequentemente o bordão: “Estou estressado”...

Claro, estímulos estressores de alto impacto promovem reações orgânicas, que por sua vez provocam efeitos em cascata, de rebotes psicológicos e emocionais que perturbam e minam o equilíbrio do indivíduo.

A princípio existe uma reação fisiológica de estresse, por exemplo, numa descarga de adrenalina, esta gera aumento do metabolismo,  repressão do tônus muscular, taquicardia, sudorese, dilatação pupilar, palidez, piloreção e até aumento dos esteróides do sistema imunológico.

Isto necessariamente não quer dizer que não exista o bom stress (eustress), aquele que naturalmente faz parte das reações biológicas para defesa do nosso organismo, e nos motiva, fazendo-nos adaptar às diversas contingências e situações novas, possibilitando reações adaptativas de adequação às ameaças do meio ambiente ou puramente internas.

Mas afinal, então o que diferencia um estresse normal do stress patológico?  É exatamente a resposta desadaptada ou desequilibrada do indivíduo a um estímulo prolongado e aversivo.

Stresse demais é tão ruim, quanto nenhum stress.

Basicamente o que causa a desadaptação, são mudanças que ocorrem em nossas vidas e que nos afetam de uma maneira tal, que nos torna vulneráveis,  como no caso de mortes, perdas, medos, agressões, traumas, isolamento,  solidão, conflitos nas relações interpessoais, a lista é inesgotável, do tipo “ad eternum”.

Logicamente existe uma vulnerabilidade individual na reação ao stress, sendo que o mesmo  agente estressor para mim pode não ser para você, e a própria reação ao estresse está condicionada no tempo e contexto de cada indivíduo.

O stress é desencadeado sempre que nosso cérebro faz uma interpretação de alguma ameaça, daí ocorre toda uma sintomatologia: fraqueza muscular, irritabilidade, descontrole emocional e comportamental, agressividade, fadiga, mal estar, tonturas, vertigens, dores no estômago, dores musculares e de cabeça, sensação de angústia e cabeça oca.

Esse continuum de  sintomas vão se acumulando, ora melhora, ora piora, e essas flutuações no humor vão dar o tom no agravamento ou não dos sintomas.

A verdade é que o alarme foi disparado, você de repente não mais consegue se concentrar, apresenta dificuldades no raciocínio, numa mistura quase volátil de apatia e ou agitação.

Sua energia vital está rebaixada, é onde mora o perigo: Se o organismo entra em exaustão, as dores físicas ou psicológicas também entram em colapso,  minando as defesas do organismo e a resistência imunológica, o que poderá levar a um quadro com colorido depressivo e a um processo difícil de ser revertido  a  curto prazo.

Adoecemos, e olhe que a lista é grande das doenças psicossomáticas, desencadeadas pelo stress: 

Miofibromialgias, lombalgias, úlceras digestivas, colesterol nas nuvens, hipertensão arterial nas estrelas, gastrites solares queimando até a alma, alterações dermatológicas (psoríase, vitiligo, eczemas, herpes), gripes e alergias, alterações hormonais (tireóde, adrenais) e agravamentos de doenças pré-existentes como é o caso de doenças reumáticas.

E o psíquico? Depressão, ansiedade generalizada, fobias, rituais compulsivos, alterações no apetite, sono e na libido, o que poderá levar alguns ao abuso e consumo de drogas de toda ordem, tornando-se um círculo vicioso de alto estresse com aumento da fadiga e cansaço crônico.

O stress  afeta todas as áreas de nossas vidas (física, mental, social, existencial).
Prevenção?


Em qualquer lugar do mundo, quando se fala em saúde, fala-se em alimentação saudável, atividade física e vida emocional equilibrada.

Então, vamos às dicas preventivas:
  • Realize pausas durante o seu trabalho;
  • Aprenda a fazer exercícios de relaxamento e respiração;
  • Coma e durma em horários regulares;
  • Não fume, não beba bebidas alcoólicas;
  • Pouco sal, pouco açúcar e pouca gordura em seus alimentos;
  • Exercite-se regularmente;
  • Tire férias;
  • Evite trabalhar fora do horário;
  • Tenha algum tipo de lazer;
  • Ore, medite e leia a Bíblia;
  • Saiba dizer: Não!
  • Tenha amigos e metas para sua existência;
  • Seja menos exigente (consigo ou com as pessoas);
  • Aprenda a ajudar outros;
  • Faça algo bom para você;
  • Ouça música;


Lembre-se, o stress tem natureza física, psicológica e psicossocial, e o nosso corpo é controlado pela nossa mente  e que deve ser disciplinada pela consciência.

Como você está agora? Impaciente? Apressado? Dominador? Autoritário? Perfeccionista? Pare... pare e pense o que você pode melhorar? Se for necessário, faça uma reengenharia existencial, espiritual, emocional, provavelmente você mesmo poderá curar o seu estresse.

Ah! Está faltando amor? Pois é isso mesmo, nossa primeira vocação deveria ser o Amor...

O amor é o mais forte e poderoso dos sentimentos, e na prática da psicologia, podemos perceber que a afetividade mal resolvida tem papel essencial na gênese, manutenção, melhoria ou piora do estado de estresse do paciente.

Esta  aglutinação de crises carregadas afetivamente, provocam a perda da autoestima, não reconhecendo seus preciosos valores pessoais e acabam cobrando-se excessivamente, ao evidenciar seus aspectos negativos ou fragilidades, relegando ao segundo plano suas virtudes e esquecendo-se de suas potencialidades.

Ninguém aprende a andar sem levar alguns tombos, que podem esfolar nossa alma, mas nos ensinam também.

Então?  É a mesma coisa com nossas vivências, frustrações, cansaço mental, é um processo contínuo de acúmulo de experiências e aprendizado, onde ajustamos nossas expectativas mal elaboradas ou não, forçando o nosso ego a encontrar forças para as demandas e vicissitudes da vida.

A vida apresenta situações,  potencialmente imprevisíveis, que requerem adaptações constantes, desafios contínuos e estratégias básicas de enfrentamento, através de ações cognitivas, comportamentais e  emocionais que possam refletir um suporte suficientemente consistente para proteger nossa saúde física e psicológica.

Ter conhecimento, necessariamente não controla uma situação estressante, mas o conhecimento permite uma sensação subjetiva de poder e força para se organizar e executar as ações necessárias na administração das circunstâncias, com uma maior autoeficácia, não é mesmo?

O que lhe incomoda tanto? Está com medo de que? Já enfrentou isto no passado? Conseguiu superar? O que fez? Você é bom em...? O que então, pode lhe ajudar no enfrentamento de sua crise atual? 

Está em perigo?

É realmente uma ameaça ou um grande desafio? O seu foco está na dificuldade? Na emoção?  Na solução do problema?

“E se...”,  são palavras que tem o poder de nos assombrar a vida toda... “e se você tivesse”... verdadeiramente... loucamente... apaixonadamente...

Faltou  algo,  faltou entusiasmo (Entheos), esta palavra que vem do grego e significa Deus dentro de si. Nada é tão real, porque todo o nosso vazio interior é exatamente do tamanho de Deus.

Nada mais pode nos preencher a alma tão entusiasticamente como Theos (Deus) que nos arrebata com uma paixão viva, na verdade uma alegria ruidosa, exaltada e contagiante, que nos torna pessoas sublimes e inspiradoras.

Aja “como se”, pergunte sempre: isso é um problema mesmo? ou uma preocupação? e lembre-se, 95% das preocupações não se transformam em problemas.

E depois todo problema tem uma solução, então pare de ficar sofrendo pelo que passou, apenas tire proveito dos erros e não se afogue em copinhos de água.

Ajude quem está próximo de você, te garanto que a benção passa primeiro  por você. 

Seja mais flexível, rigidez  é legal para rochas, pedras, não para humanos, estes precisam ter um coração sensível.

E por fim entenda de uma vez por todas: “Você é o que você faz de si mesmo”.

E como diria George Whashington: Trabalhe para manter viva em seu peito aquela pequena faísca celestial, chamada consciência.



Deijone do Vale
Neuropsicóloga