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quinta-feira, 23 de maio de 2013

KAIRÓS – “Tornar-se si mesmo”

A COISA MAIS SIMPÁTICA!


A única coisa que sei é que és tão simpático...
És a coisa mais simpática que já conheci...
Gostaria que déssemos uma oportunidade...
Ver se podemos nos falar...

Gostaria de ser a tua pequena preferida...
Gostaria que pensasses que eu sou a razão da tua existência...
Gostaria de ser o teu sorriso preferido...
Gostaria que a maneira como me visto fosse o teu estilo predileto...

Gostaria que me conseguisses compreender...
Mas não queres saber como eu sou...
Gostaria que segurasse minha mão, mas você foge...
Gostaria que nunca esquecesses a minha expressão na primeira vez que nos vimos...

Gostaria que eu tivesse um ponto de beleza que amasses secretamente...
Porque estaria num lugar escondido onde mais ninguém pudesse ver...
No fundo, gostaria que me amasses...
Gostaria que precisasses de mim...

Gostaria que sem mim, o teu coração partisse...
Gostaria que sem mim, passasses todas as noites acordado...
Gostaria de ser a última coisa no teu pensamento antes de adormeceres...
A única coisa que sei é que és a coisa mais simpática que eu já conheci...

Autor Desconhecido.


Os gregos quando se referiam ao tempo, utilizavam dois termos: Chronos e Kairós.
E de acordo com a mitologia helênica, o titã Chronos devorava os seus filhos.

Muitíssimo interessante, observarmos a cronologia, esta sequência de instantes considerados homogêneos que vão se sucedendo ininterruptamente, como o tic-tac do meu relógio de parede, que ouço enquanto escrevo.

Mas grego é grego! e eles também se referiam ao Kairós (tempo kairótico), não mais pensando como um tempo homogêneo, veja só, a ênfase seria dada, na ruptura, na diferença, na des-continuidade.

Complicou um pouco?

É como vivenciar acontecimentos, que de certa forma cortam a sucessão temporal.

Como vivenciar, assim, um tempo kairótico?

É vivenciar acontecimentos que marcam uma significativa diferença entre o que vem antes e o que vem depois, ou seja, os que habitam o tempo kairós não podem determinar, ou antecipar o tempo certo para então agir ou tomar posicionamento.

É como se eles aguardassem um futuro desconhecido e se preparam para responder.

Aliás, a resposta é de vida e morte, portanto, vital, já que o tempo kairótico,  o presente, não está predeterminado e plenamente formado, o que ocorre é que o presente é uma oportunidade e desafio: é um tempo aberto para o novo.

Vale dizer que assim também, se comportam algumas pessoas, mas a maioria vive um tempo mítico, não se abre para o novo.

Afinal, estamos perseguindo o rumo certo?

Chega um momento em que o “eu” deve se abdicar de fantasias regidas pelo princípio do prazer e se dar conta do tempo certo, do tempo kairótico, portanto, de uma consciência, dentro de uma dimensão única de interioridade e temporalidade do nosso ser no mundo.

Não temos um tempo indefinido para atualizar todas as nossas diferenças e incertezas frente à vida.

Vemos todos os dias, suicídios, depressões e outras mazelas acontecerem, tudo porque algo impediu ou impossibilitou o desenvolvimento do “si mesmo”.

A forma como lidamos com desafios e dificuldades revelam uma boa parcela das qualidades de nosso “si mesmo”, nos remete ao inconsciente como fonte de potencialidade e criatividade, e não apenas como depósito de conteúdos reprimidos através de mecanismos de defesa do ego.

Do nosso inconsciente surgem os impulsos e ações, através da expressão do nosso corpo, e de conformidade com o espaço e tempo, tal como um esqueleto que dá estrutura ao organismo.

A maneira como cada pessoa atualiza suas potencialidades depende muito das suas experiências e vivências pessoais, educacionais e socioculturais.

Sendo assim, um violino não faz música, a matéria do cérebro não faz psiquê, mas um não existe sem o outro, e toda produção humana é o resultado de um fator que transcende a própria consciência. 

Enfim, o organismo reage como uma totalidade indivisível, traduzindo aos sistemas do corpo, e se manifestando através do simbólico, do consciente ou do inconsciente em suas mais variadas formas de expressão.

A experiência nos ensina que um ego forte, centrado na realidade, poderá incorporar habilidades inovadoras e vencer obstáculos aparentemente intransponíveis.

De qualquer maneira o diálogo interno é sempre bem-vindo.

Tornar-se si mesmo!


Deijone do Vale
Neuropsicóloga

 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

PEDOFILIA





A Pedofilia é um crime, acontece todos os dias, indiferente de classe social. 
Preocupada com este problema venho disponibilizar uma apresentação que realizei  sobre o tema, procurando levar o conhecimento e a  prevenção, no sentido de proteção, para evitar essa dor tão cruel e profunda em nossas crianças.



Veja o artigo na íntegra clicando no link Apresentação sobre Pedofilia.

 
 
 
 
 

 
Palestra ministrada no Jardins Mônaco no dia 25/06/2013 as 19h30min.
 
 

Deijone do Vale

Neuropsicóloga




domingo, 19 de maio de 2013

ESPIRITUALIDADE, RESILIÊNCIA E SAÚDE



“Onde estava o id, ali estará o ego”
                               Sigmund Freud

Penso que uma grande parcela dos profissionais da saúde e mesmo da população em geral, separa o paradigma científico, de tudo aquilo que se refere à espiritualidade, e que esta é apenas um pressuposto da fé, nada tendo a ver com a ciência.

Será isso verdade?

Não podemos esquecer que é a própria espiritualidade que nos fornece significados valiosos sobre nossa finitude e vida depois da morte.

Para você é estranho abordar a espiritualidade na prática clínica?
Respondo: não, absolutamente não! Não mesmo!

Tratar e cuidar da saúde física e mental não basta, é preciso mais, muito mais do que somente corpo, mente, vontade e emoções, é preciso cuidar também do espírito, não é mesmo?

Nós profissionais da área de saúde, resistimos em adentrar a seara da espiritualidade na prática clínica.

E as necessidades espirituais de nossos pacientes?

Esta não necessita de cuidados?

Não, por nós!  Por que não?

Deixar isso para os religiosos?

Por que não, você?  Ele é seu paciente, que é também um ser espiritual e suas crenças, influenciam em decisões sobre o seu tratamento: (cooperação, transfusão de sangue, mudança no estilo de vida, aceitação de tratamento psicológico ou psiquiátrico, doação de órgãos, desligamento de aparelhos de suporte de oxigênio ou alimentação, entre outros).

Afinal, quais são mesmo as suas crenças espirituais? Você é ateu? Agnóstico?  A escolha é sua mesmo.

A verdade é que existem barreiras entre os profissionais de saúde e paciente, e isto dificulta a investigação das necessidades espirituais, como parte dos cuidados em saúde e melhoria da qualidade de vida.
Sinceramente, as faculdades de psicologia, enfermagem, medicina e outras áreas  da  saúde deveriam  investir na grade curricular de graduação a temática da espiritualidade.

Precisamos também aprender a orar com e para nossos pacientes.
Sofrimento, dor, seja física, moral ou psicológica tem tudo a ver com espiritualidade e saúde.

E por falar em dor, você sabe o que é resiliência?

Algumas pessoas são capazes de superação, caem, levantam e não se deixam abater.

Sabem manter a serenidade diante da morte, da solidão, da perda do emprego, do divórcio, da traição, do estresse, da doença e tantas outras adversidades.

O termo resiliência vem do latim “resílio”, é um conceito da física, a capacidade de um material voltar ao seu estado natural depois de passar por uma grande pressão.

Este conceito aplicado à conduta humana,  sinaliza a escolha entre cair e ficar prostrado ou levantar e construir. E então?

Mais uma vez, você pode escolher, pois mais uma vez também, a escolha é sua.

A  resiliência é uma competência interessantíssima na hora de encarar de frente os desafios do dia a dia, a pressão e o stress.
Nossos limites são testados constantemente, é um chefe injusto, uma disputa judicial, um prejuízo financeiro, uma perda inestimável  de uma pessoa querida ou limitações impostas por uma doença ou envelhecimento. 

Aprenda a regular suas emoções, mantendo-se sereno em situações conflitantes que nos tira a paz de espírito.
                               
Procure e encontre algo positivo para se apoiar até o momento de recuperação ou superação.

É como diz o dito popular: “Levanta, sacode a poeira e dá volta por cima”!

Transformar experiências negativas em aprendizado é a chave.
Superar traumas e ainda tirar proveito aprendendo, adaptando e criando, é para pessoas resilientes, aquelas que sabem transformar o caos em oportunidades de crescimento e criatividade.

Exercitar a capacidade de suportar bem a pressão e resolver problemas, são características de indivíduos resilientes, que no final conseguem sair fortalecidos pelo embate.  
      
Esta capacidade pode ser aprendida e desenvolvida ao longo da vida, é preciso boa vontade para manter um alto nível de tolerância, traçar, definir metas, aprendendo a cultivar o otimismo, a empatia e assim fortalecer sua estrutura emocional.

Ser flexível diante da tensão e construir uma interação saudável com outras pessoas, mantém o equilíbrio e auto-regulação dos impulsos do sistema neuromuscular, controlando a intensidade das emoções de forma a manter vínculos interpessoais, promovendo a amizade, companheirismo, cooperação, comunicação e foco nos objetivos de vida.

Qual é o seu tendão de Aquiles? Cuide melhor de seus pontos vulneráveis.

O autoconhecimento é uma base sólida para provocar mudanças.
Na hora de sua morte, que mão você gostaria de ter entre as suas?

Deijone do Vale
Neuropsicóloga

quinta-feira, 9 de maio de 2013

COZINHANDO E DESESTRESSANDO



 “Qual seria a sua idade se você
                                      não soubesse quantos anos têm?”
                  CONFÚCIO - (Pensador Chinês – 551-479 a.C)


O cérebro humano sempre provocou um extraordinário fascínio sobre mim, afinal, ele é provavelmente, a estrutura mais complexa e organizada do universo.

Só de imaginar que é formado por nada menos que 100 bilhões de neurônios, já me deixa sem fôlego, ainda mais que muitos dos circuitos cerebrais da mente humana são absolutamente maleáveis, isto literalmente significa que podem e devem ser melhorados através de treinamento.

Não é demais? Podemos aprender a controlar, por exemplo, nossas emoções para enfrentarmos as tensões do cotidiano.

E você, está estressado? Como é o seu dia a dia?

Tem dormido bem? Está com dificuldades para adormecer? Acordado nas madrugadas? Fica irritado facilmente? Comendo demais ou de menos? Memória ruim? Sensação de falta de energia? Músculos doloridos? Sente-se ameaçado? Por quem ou por quê?

Esses sintomas sinalizam que alguma área de sua vida está causando estresse.

Você é competidor? Quer vencer sempre a qualquer preço? Ter é a sua opção desejável? E o ser?

Ajude o próximo ou permita que outros possam ajudá-lo... tem dificuldades em delegar e receber auxílio?

Imagine um semáforo: você sempre quer sair na frente dos demais? Permita que outros saiam na sua frente e depois tente considerar qual foi sua reação.

PAMMMmmm!!!  Que é isso?  Levou uma buzinada?

Qual é a sua reação imediata? Pisar fundo no acelerador e com o coração a mil, ultrapassar? Ou ficar impedindo o outro de passar a sua frente?

Experimente sorrir calmamente e diga baixinho: “Vá com Deus”!

Agora aprecie a paisagem e relaxe, você verá que gastou menos energia do que se permanecesse resistindo ao motorista apressado ou mal-educado.

Se pudéssemos medir a quantidade de cortisol (hormônio do stress) e adrenalina no nosso sangue, quando o espírito de emulação é acionado em nosso cérebro, veríamos que estes desgastam terrivelmente o nosso corpo.

E esse comportamento autodestrutivo pode se tornar um círculo vicioso e daí para a ocorrência de acidentes é um passo.

Treinar nossa atenção para escolhas razoáveis como decidir esperar sem ficar fervendo de raiva, ou decidir cantarolar baixinho uma velha canção, tipo: “...a galinha do vizinho, bota ovo amarelinho, bota um... bota dois... bota...”  é um bom exercício de memória e de paciência, você concorda?

Você sempre poderá mudar alguma coisa e sair fortalecido.

Procure ver o lado cômico dos acontecimentos.

Não têm nada de engraçado? Você é que não procurou direito... é possível  melhorar nosso humor.
Você se lembra da sua infância? Você é filho único? O mais velho? O mais novo?  O do meio? O 12º filho?

E hoje, qual é a sua posição na família? Mimado? Não tanto especial? Querido? Ah! muito amado! Está com dúvidas?

Reconheça, tem algum acontecimento da infância que ainda te assusta e perturba?

O bom agora, é que não somos tão pequenos e indefesos, podemos mudar sim, podemos desabafar dando umas duas ou três voltas pelo quarteirão.

Subir e descer escadas é bom, irá estimular a circulação do sangue, principalmente no cérebro, que dará uma clareada nas ideias, de forma a melhorar seu humor, aumentando os níveis de endorfina e serotonina que acalmarão o seu organismo.

E que tal aprender a cozinhar? É muito agradável preparar um prato para os amigos degustarem, acredite, é uma verdadeira terapia, de aromas, cores, texturas e sabores.

Você está me pedindo uma receita? Aí vai!


Coloque o avental e seu chapéu de mestre cuca, e mãos à obra:

“Medalhões de Filé Mignon ao Creme de Leite”

Ingredientes

1 Kg de filé mignon (Cortado em medalhões de 2 cm de espessura)
2 xícaras (chá) de shoyo (molho de soja)
1 lata de creme de leite (pode ser com soro)
6 grãos de pimenta do reino rosa
3 cebolas  médias (cortadas em rodelas grossas)
1 colher (sobremesa) de sal (amassado com 6 dentes grandes de alho, para temperar os filés)
100 gramas de manteiga de leite
Salsa fresca cortada fina

Modo de Fazer

Em um recipiente de INOX com tampa, coloque os filés (medalhões), tempere-os com o sal e alho amassado, os grãos de pimenta rosa e cubra com o molho de soja SHOYO. Tampe bem e leve a geladeira de um dia para o outro.

Aqueça uma frigideira larga e grossa nos fundos (para reter o calor sem queimar), utilize uma colher (sopa) rasa de manteiga de leite para cada medalhão de filé e vá passando um de cada vez, no ponto desejado (mais ou menos passado, conforme a sua preferência), e vá colocando-os em uma travessa para mantê-los aquecidos.

Aproveitando o caldo da frigideira, junte uma colher de manteiga e as cebolas cortadas em rodelas grossas e dê uma refogada, acrescente o creme de leite, deixando ferver rapidamente e por fim junte os medalhões para deixá-los bem aquecidos. Salpique por cima a salsa.

Sirva com arroz branco, perfumado com raspas de limão siciliano e uma salada verde com nozes crocantes.

Nada melhor que uma boa conversa em volta de uma mesa. Concorda?

Cozinhar vai te fazer bem, treine e surpreenda seus amigos com este delicioso filé ao creme de leite, marinado no molho de soja, seu estresse vai ficar em baixa.Experimente!

Em outra ocasião, você terá a receita de uma sobremesa de damascos para o seu jantar, ou quem sabe a minha receita favorita de bolo, com recheio de goiabada cascão, queijo e coco (um verdadeiro Romeu e Julieta da culinária).

Bom apetite!


Deijone do Vale
Neuropsicóloga

quarta-feira, 1 de maio de 2013

CIÚME – PARTE II - “O MONSTRINHO DE OLHOS VERDES”



Desci ao jardim das nogueiras,
para mirar os renovos do vale
para ver se brotavam as vides,
se floresciam as romeiras. (Cânticos de Salomão - 6:11)

Levantemo-nos cedo de manhã para ir às vinhas;
vejamos se florescem as vides,
se se abre a flor, se já brotam as romeiras;
 dar-te-ei ali o meu amor. (Cânticos de Salomão – 7:12)

O ciúme é um sentimento universal, um estado emocional, caracterizado pelo sentimento de posse em relação ao outro, acompanhado de ansiedade pela ameaça real ou imaginária de que o objeto de nosso “amor” possa ser ameaçado e assim desejamos exclusividade incondicional.

Esta tríade: “amor”, ciúme e traição, tão presente em nossos dias, tem destruído vidas e relacionamentos.

Shakespeare em 1603, quando escreveu “Otelo, o mouro de Veneza”, representou magistralmente “o monstro de olhos verdes – o ciúme”.

OTELO, o general mouro de Veneza, presenteou a sua bela esposa DESDÊMONA, com um velho lenço de linho bordado de morangos, o qual havia herdado da mãe.

E em uma trama de traição, inveja e ciúme, o lenço é roubado pelo invejoso IAGO (seu sub-oficial), e encontrado no quarto de CÁSSIO (seu tenente), suposto amante de Desdêmona.

Otelo totalmente descontrolado pelo ciúme asfixia sua esposa, matando-a, mas a mulher do malvado IAGO, revela a Otelo toda verdade, reafirmando a inocência e fidelidade de Desdêmona.

OTELO se mata, apunhalando-se e caindo sobre o corpo de sua amada DESDÊMONA...

Atire então, a 1ª pedra quem nunca sentiu uma pontinha de ciúme.

Analisar o ciúme é analisar as manifestações da psiquê humana (mente, vontade e emoções), a partir dos relacionamentos, pois esta realidade implica intimidade psíquica e  física, teremos assim, fenômenos conscientes e inconscientes.

O ciúme é provavelmente um sentimento presente em todas as culturas, cantado em prosa e verso e encontrado até nos animais irracionais, o leão, por exemplo, quando assume um território vencendo fisicamente o macho dominante do bando, ele mata os leõnzinhos e assim assegura uma nova linhagem de seus próprios descendentes.

Nos homens o ciúme está mais ligado ao sexo, ao medo de perder a linhagem, do pavor diante da possibilidade de sua mulher ter uma relação com outro homem, de se ver comparado e ter seu desempenho sexual avaliado.

Homens acreditam que mulheres fazem sexo quando estão apaixonadas e, portanto pensam que o risco de perderem suas amadas é maior quando estas os traem sexualmente.

Nas mulheres o ciúme está mais ligado à questão emocional, da perda do afeto e da segurança.

Ser traída pode significar a perda da segurança emocional e ou material e passar por algum tipo de privação e perder a proteção.

Mulheres pensam que homens fazem sexo sem amor, então acredita que a possibilidade de perderem seus amados é quando existe envolvimento emocional do homem com a outra mulher.

Podemos dizer que o ciúme do homem é um ciúme sexual e o da mulher um ciúme emocional.

Afinal, temos ciúme do que mesmo?

Temos ciúme da infidelidade sexual, da infidelidade emocional, ciúme do trabalho do outro, do tempo do outro, da atenção do outro, da admiração do outro, da internet, da pornografia e tantos outros.

Por que ocorre o ciúme?

Constatação da infidelidade do outro; Desejo de manter o outro na relação, uma vez que se sente ameaçado pelo rival; Sentimentos de desconfiança ou de insegurança em relação à fidelidade do outro e até mesmo por incapacidade em compartilhar o afeto do outro com outras pessoas.

Temos um Ciúme do Bem e um Ciúme do Mal:

Ciúme do Bem é aquele que fortalece a relação, protege, resgata a auto- estima,  através do cuidado, da atenção, fazendo com que a pessoa se sinta querida e amada.

O ciúme do bem é aquele que não afeta negativamente o relacionamento e funciona como proteção, elevando o moral do parceiro.

O perigo mora na casa do exagero.

O ciúme do mal é aquele ciúme em excesso, que poderá inviabilizar o relacionamento, tornando-o perigoso.

Primeiro a desconfiança, depois acusações, monitora e vasculha a vida de forma invasiva e ofensiva, e por fim mata, é o ciúme patológico, onde encontramos os crimes passionais movidos pela paixão e violenta emoção.

Este comportamento anormal e fora de controle poderá ter causas variáveis, desde uma doença mental como a esquizofrenia, delírio de ciúme do alcólatra ou qualquer outro desequilíbrio da bioquímica cerebral.

Pode ser também, um mecanismo de defesa do ego chamado projeção, o qual projeta no outro, seus próprios desejos (eu é que gostaria de trair) e assim acusa o outro de traição, geralmente é um processo inconsciente.

Assume assim o ciúme um aspecto disfuncional, quando passa a dominar o relacionamento como uma obsessão pelo controle da vida do outro: viola correspondências, bisbilhota e-mails, celulares, revira bolsos e bolsas numa busca frenética pela infidelidade do outro.

O ciúme pode ser superado através da honestidade, da comunicação, do diálogo, pois falar sobre nossos sentimentos ajuda a compreender o “que” se está sentindo e o “como” se está sentindo.

E finalmente, buscar ajuda profissional para entender as possíveis causas de prováveis inseguranças, analisar o relacionamento como está e como gostaria que fosse.

Conversar de forma racional com ajuda especializada para “regular” as lentes emocionais do ciúme, que às vezes estão ampliadas, cinzentas, fora de foco ou distorcidas.

É preciso corrigir esquemas de pensamentos e emoções desajustadas, promovendo ações que possibilitem um relacionamento saudável, verdadeiro e prazeroso.

Você não deve permitir que o “monstrinho de olhos verdes” semeie discórdia na sua vida afetiva e em seu relacionamento.

Nenhum relacionamento sobrevive sem dois ingredientes básicos da relação a dois: honestidade e confiança.


Deijone do Vale

Neuropsicóloga