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sábado, 22 de setembro de 2012

Psicologia em Diabetes



É preocupante o aumento da incidência do diabetes no mundo. É uma doença de caráter endêmico (peculiar a uma determinada população) e o principal foco de atenção é a prevenção de suas complicações, que ocasionam a diminuição da qualidade e quantidade de vida.

A falta de controle dessa doença gera incapacitação, encurtamento de vida útil, mortalidade prematura e considerável morbidade, isto sem citar os custos elevados  dos gastos com a doença.

A pergunta que não quer calar é: como poderemos evitar as complicações ou a própria doença?

Considere alguns fatores, como a educação, a informação, a reeducação alimentar, a própria motivação do paciente em reação ao conhecimento da doença, são essenciais para o controle e ou desenvolvimento da doença.

As campanhas de saúde educam, e quando bem delineadas podem significar uma boa ajuda no controle e na prevenção, e o envolvimento da família, pois o principal tratamento é a mudança do estilo de vida e a monitorização dos níveis glicêmicos.

Não podemos deixar de mencionar que em alguns casos é necessário o suporte psicológico quando o paciente necessitar, uma vez que é uma trajetória que exige determinação, paciência, apoio emocional, solidariedade e atendimento multidisciplinar.

O aspecto emocional do impacto ocasionado pelo diagnóstico é manifestado através de mecanismos de defesa que vão da negação à tristeza profunda, dos sentimentos de resignação ou de desprezo, traduzido em frases do tipo:  “ não é comigo, não necessito me preocupar com isso”; “ vou continuar comendo de tudo e do meu jeito”.

Sentimentos de desesperança também são manifestados no primeiro momento e pode ser sentido pelo paciente e pela sua família.

Aceitar o diagnóstico é um passo importantíssimo para o tratamento, já o grande desafio é que o diabetes pode fazer emergir sentimentos de fragilidade e agravar desequilíbrios psicológicos no paciente. Daí a importância de se conhecer a doença e suas conseqüências físicas e emocionais.

Não se deixe abater, é possível viver como qualquer outra pessoa, mas é necessário também manter todos os cuidados que o diabetes exige.

Sabemos o quanto é difícil lidar com a frustração diante das restrições impostas, podem emergir sentimentos de raiva, medo, agressividade e revolta. É perfeitamente compreensível e natural que uma doença crônica, gere ansiedade e insegurança.

O portador de diabetes pode apresentar sinais de  rebeldia ao tratamento, instabilidade de humor e questionamentos: “por que comigo?”; “o que foi que eu fiz para merecer isso?”. 

É compreensível esta tendência em se sentir pior que os demais, o único com problemas e a procurar culpas que não existem, como se o diabetes fosse uma punição, isto evidência  a dificuldade de aceitar-se e de assumir-se perante os outros, com seus limites, diferenças e cuidados.

É emergente observar se não está boicotando o tratamento ou não respeitando as orientações recebidas de seu médico.

É bem possível aparecer sentimentos de baixa-estima e diminuição da auto-confiança, o que se reflete num possível isolamento social que por sua vez aponta para o medo de entrar em contato com suas emoções. Daí a reclusão e a evitação do convívio com outras pessoas.

Outro aspecto a ser mencionado é a possibilidade de chantagem emocional, manipulação, a pessoa utiliza o fato de estar diabético para conseguir o que deseja e obter maior atenção ou concessões especiais.

Então, quanto mais precoce for a percepção desses sinais e mais rapidamente tratados, naturalmente melhor serão os resultados, tanto do aspecto psicológico quanto do próprio diabetes.

O apoio psicológico é tanto para o diabético e seus familiares que são pontos de segurança e estímulo para um bom tratamento.

A pessoa portadora de diabetes é alguém singular, total, plena e que necessita e merece ser tratada com dignidade e respeito. Por exemplo, na criança portadora de diabetes, é comum a ansiedade dos pais que ficam temerosos e tendem a superproteger o filho, na tentativa de evitar que algo lhe aconteça. 
Essa superproteção gera insegurança e dificuldades no aprendizado e no reconhecimento de alguns sintomas agudos e comuns ao diabetes. 

É fundamental que a criança cresça se responsabilizando por seu corpo, por sua saúde e esta adaptação depende em grande medida da família na qual esta criança está inserida.

É preciso ajudá-la a viver bem, a se integrar na família, na escola e na sociedade.

Não podemos  deixar de registrar a ligação entre obesidade e diabetes, pois quando ocorre uma super alimentação forçamos o nosso pâncreas a produzir grandes quantidades de insulina, porque é grande a quantidade de alimento a ser processado, logo esse pâncreas fica exausto e interrompe esta produção e então, é aí que o açúcar no sangue sobe, é quando são manifestados os sintomas de sede, urina em excesso, visão turva, fadiga entre outros.

Estar doente, estar diabético é uma condição, não  há    porque se envergonhar, a menos que você esteja sendo omisso nos cuidados necessários.

O modo como lidamos é que fará toda a diferença, por isso ouça o seu médico assistente, não se engane com curas mirabolantes, siga à risca o tratamento preconizado, por fim converse sobre o diabetes, sobre o seu temor e sua rejeição.

Cultive bons hábitos alimentares, pratique alguma atividade física regularmente com orientação profissional e tenha cuidados preventivos. 

Não tenha medo de ser feliz, a vida é bela!



quinta-feira, 13 de setembro de 2012

DEPRESSÃO – A DOR DA ALMA

 
Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim?”

Salmos 42:5
 
Querido amigo, a depressão é uma doença, e estatisticamente é comprovado que 19% da população, ou seja, aproximadamente uma em cinco pessoas no mundo apresenta depressão em algum momento da vida.



 Afinal, o que é depressão?

Depressão é uma doença episódica e ou recorrente, e que pode acontecer com qualquer pessoa e em qualquer idade. Existem vários tipos:  (Depressão do Transtorno Bipolar, Depressão que acomete epiléptico, Depressão pós parto, Depressão da mulher no climatério, Distimia (depressão leve e crônica) entre outras.

O que causa a depressão são alterações químicas no cérebro da pessoa deprimida, geralmente nos neurotransmissores, que são substâncias que transmitem impulsos nervosos entre as células. Estas substâncias são: serotonina, noradrenalina e dopamina (responsáveis por promover aquela sensação de prazer, bem-estar e alegria).

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) a depressão grave é uma doença que invalida pessoas mais que os problemas cardiológicos. As causas são variadas e os tratamentos diversos, no entanto fatores psicológicos e sociais podem ser gatilhos, assim como o estresse pode precipitar a depressão nas pessoas com predisposição genética.

Quando estamos alegres costumamos  dizer que olhamos o mundo com lentes cor de rosa, quando deprimidos o mundo fica negro, é a famosa “nuvem negra”, tudo nos irrita, temos dificuldades para concentrar, aparecem sentimentos de medo, culpa, insegurança, desesperança, sensação de desamparo, de inutilidade, tudo é um imenso vazio, oco, feio e insuportável.

 A auto-estima cai vertiginosamente, perda ou aumento do apetite e do peso, surgem os problemas de insônia ou hipersônia e vontade de morrer.

É como se o deprimido carregasse o mundo nas costas, tamanho o peso de sua dor. Sente-se como uma minúscula pulga em um mundo de elefantes.

Lamenta o dia todo se sentindo um fracasso: “Ninguém me ama, ninguém me quer” esta é a canção favorita do deprimido... Oh! Céus, oh! Dia, oh! Vida! Está literalmente no olho do furacão.

É necessário buscar ajuda para um tratamento adequado e também para a confirmação do diagnóstico. O tratamento é medicamentoso e a psicoterapia oferece suporte na reestruturação psicológica da pessoa.

Além da nuvem negra é possível um arco-íris!
 

Deijone do Vale
Neuropsicóloga




terça-feira, 4 de setembro de 2012

PERSONALIDADES PSICOPÁTICAS



Você sabe o que são personalidades psicopáticas?

Bem,  são manifestações do comportamento de indivíduos que apresentam ainda que por motivos discutidíssimos, um desvio quantitativo de sua personalidade. Geralmente este desvio  é desde a infância e acompanha todo o ciclo vital da pessoa.

O psicopata, não apresenta  alterações qualitativas nos processos intelectuais, afetivos e volitivos.

Eu poderia dizer que tudo que existe  no psicopata, existe também na pessoa considerada  normal, a distinção que faço é em termos de proporção, ou seja de grau, exemplo disso, seria a personalidade psicopática criminal, onde existe uma escassez de valores morais e éticos, associados a uma acentuada agressividade e impulsividade, cujo resultado seria a conduta anti-social.

Estas personalidades psicopáticas variam ao extremo, o que evidencia em todas, são suas reações inadequadas frente a determinadas situações criando conflitos que por fim se revelam em sofrimento para outros e para a sociedade.

São aqueles indivíduos que não olham os meios para obter determinado fim e os seus fins são também discutíveis, alguns são extremamente dominadores, outros passam a vida toda se apoiando em muletas humanas para se beneficiarem.

Existe nestes indivíduos um nível de tolerância muito baixo em relação à frustração, que chega a nos surpreender, o seu querer é de uma intensidade assustadora, no entanto o psicopata só recorre a comportamentos criminosos, quando não consegue o que deseja por outros modos.

Desde a mais tenra infância chama a atenção uma anestesia afetiva em seus relacionamentos, rebeldia a figuras de autoridade, agressividade, impulsividade, capacidade de dissimulação, tiranização  dos mais fracos, suplício de animais, atos de covardia, depredação de bens públicos e particulares, impulsos incendiários, tudo isto parece proporcionar-lhe um prazer mórbido.

Chama-nos a atenção a falta de auto-crítica, a   falta de integração emocional dos valores morais, sociais e educacionais (normas, costumes, conceitos éticos).

Mente, rouba e mata se achar necessário, este feitio amoral permeia toda a sua vida pessoal.

Apresenta um freqüente descontentamento e irritabilidade, e tem sérias dificuldades em manter relações estáveis e construtivas, pois  em geral carecem de sentimentos de valores (senso de responsabilidade, honra, respeito aos sentimentos e interesses alheios).

Você deve estar aí se perguntando: Eles  já nascem assim?

Veja, as averiguações etiopatogênicas da psicopatia são variáveis, mas é fato que um ambiente desfavorável, como pobreza, lares desfeitos, ilegitimidade e defeitos educacionais, como um pai excessivamente autoritário, uma mãe extremamente tolerante e que satisfaz todos os desejos, é possível que o resultado seja um psicopata.

Há relatos na clínica médica de casos de encefalite e psicopatia, são quadros pós-encefalíticos e desvios de conduta, indicadores de prejuízo das funções de auto-crítica.

A verdade é que esta questão sobre a etiopatologia da psicopatia, permanece aberta às discussões e pesquisas.

A orientação freudiana para a psicopatia, a explica como resultado da falta de internalização do superego (um dos componentes da estrutura psíquica, responsável pelo nosso conceito de “certo” ou “errado”, ou seja, o superego representa a herança sócio-cultural).

Leopold Bellek já dizia: “um continum biopsico-sociológico, que vai da extrema organicidade à extrema psicogenicidade”.

É ai que você me questiona: Psicopata se regenera?

Bom, regeneração é algo que psicopata não assimila emocionalmente, não se observam em psicopatas sentimentos de culpa, suas racionalizações  justificam a seus olhos a conduta criminosa.

Quando privados de liberdade ou encarcerados, acentua-se a sua revolta contra a sociedade que o pune por um crime, pelo qual não se sente responsável.

Atenção especial se deve dar às relações humanas dos psicopatas, são superficiais, e  quando profundas, revelam-se intensamente destrutivas, pois são totalmente egocêntricos.

O prognóstico de psicopatia é sombrio e grave, comporta sempre um difícil teste para psiquiatras, neurologistas  e psicólogos, e mais uma vez Freud vem em meu socorro: “Saber aceitar frustração ainda é uma condição essencial para a sobrevivência emocional e uma garantia de bom ajustamento interpessoal”.

Colocar limites para nossos filhos é fundamental! 



segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Memória: Isto é que é bom


Todo mundo deseja possuir uma boa memória, mas afinal o que é memória? Ah! são as lembranças, recordações, reminiscências, são aquelas impressões e conhecimentos adquiridos e retidos em nossa mente.


Você já ouviu dizer que fulaninho têm memória de elefante, pois é, isto expressa uma grande capacidade de memorização, é aquela memória extraordinária. Em contrapartida temos a memória de galo, aquela memória fraca, que mal consegue  se lembrar que dia é hoje. Você sabe, que dia é hoje? E aí, já parou para pensar como vai a qualidade de sua memória?


Quero te dizer que a nossa, a minha, a sua memória necessita de exercícios, assim como os músculos se fortalecem através de exercícios físicos regulares, a nossa memória também  melhora, caso a exercitemos, este texto mesmo que você esta lendo é um bom exercício de memória.


Os jogos por exemplo, estes desenvolvem a capacidade mental, no trânsito dentro do ônibus, você pode ir somando mentalmente os números registrados nas placas dos automóveis, selecionando visualmente as diversas cores de carros e categorizando-as por modelos e marcas. Estes exercícios cerebrais estimulam as funções das células nervosas (neurônios) ativando-as. É importante que sejam realizadas com regularidade.


Sabemos que com o envelhecimento a tendência é ocorrer uma baixa nas funções mentais devido  à falta de exercício mental constante.


Estimule os seus cinco sentidos: novos aromas que nunca experimentou, coma algo que nunca teve oportunidade ou coragem para fazê-lo, dê a seu paladar uma nova possibilidade, e veja o que acontece. Gostou? Sim ou não?  Pato ao tucupi, já experimentou?


Ouça músicas diferentes  de seu gosto ou preferência musical, e sinta as novas emoções (desagrádaveis ou prazeirosas), exercite-se. Caminhe por uma rua nunca antes aventurada, aproveite a paisagem  para descobrir com os seus olhos uma imagem que nunca viu, olhe os rostos desconhecidos, veja coisas que antes não foram despertadas em sua memória.


E os cheiros?  Você se lembra daquela rosquinha de canela que a sua avó fazia quando você era criança, e aquele suco de limão geladinho, quando você chegava todo suado da escola? Salivou? bom sinal, o seu cérebro funcionou direitinho.


Jogar xadrez, dama ou dominó? Gosta de fazer palavras cruzadas? as atividades manuais são ótimas, que tal um tricô, croche e bordados.
 

Leia, leia, leia, cozinhe, faça aquela receita de família que faz tempo você abandonou, ainda se lembra dos ingredientes? das quantidades exatas? Tente lembrar.

No banho cante, sabe aquelas cantigas de roda que você cantava com as outras crianças de seu bairro (o quê? Ciranda, Cirandinha?).


Tem um velho ditado que diz que recordar é viver, no trocadilho digo, recordar é manter sua mente conectada à vida. Longa memória para você!